Advertisement

inovação em proteínas e tecnologia 2040

O oeste do Paraná lançou o plano Ambição Regional 2040 para se tornar líder mundial em tecnologia aplicada à proteína animal. A iniciativa do POD foca em produtividade sustetável e inovação, unindo indústrias, cooperativas e startups para transformar o capital produtivo da região.

O que é exatamente o plano Ambição Regional 2040?

Trata-se de uma estratégia para transformar o oeste paranaense em um centro mundial de inteligência e tecnologia ligada à produção de carnes e leite. O objetivo é que, até 2040, a região não forneça apenas alimentos, mas também venda biotecnologia, sistemas de rastreabilidade e soluções de sanidade animal para o mercado internacional, aumentando o valor agregado do que é produzido no campo.

Como a tecnologia já está mudando a vida dos produtores locais?

A inovação já é realidade em locais chamados de ‘Vale do Sítio’. Startups regionais criaram sistemas automáticos que monitoram o estoque de ração em silos. Quando a comida dos animais está acabando, o software avisa a cooperativa, que envia um caminhão para reabastecimento. Isso elimina a angústia de falta de comida em fins de semana e madrugadas, garantindo o peso padrão dos animais e maior previsibilidade para o negócio.

Qual é a importância das cooperativas nesse processo de inovação?

As cooperativas são os grandes motores da região. Cinco das dez maiores do Brasil estão no oeste do Paraná e são signatárias do plano. Elas atuam como hubs de inovação, como o Espaço Impulso da Coopavel, que conecta pesquisadores e empresas a problemas reais dos agricultores. Essa união permite que novas tecnologias sejam validadas na prática dentro das propriedades rurais antes de ganharem o mercado.

Como a região pretende resolver o problema da falta de internet no campo?

A conectividade é um pilar estratégico. Empresas locais desenvolveram soluções como antenas portáteis em maletas e redes 4G privadas para cobrir os 40% das áreas rurais que ainda sofrem com sinal precário. Sem internet, tecnologias essenciais como a agricultura de precisão e a automação de aviários não funcionam, por isso a infraestrutura digital é prioridade para sustentar o salto tecnológico esperado.

Quais são as fases para alcançar a liderança global projetada?

O cronograma é dividido em três etapas: de 2025 a 2028, o foco é a estruturação de laboratórios de dados e fundos de investimento; entre 2029 e 2033, busca-se o reconhecimento internacional e a atração de centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D); finalmente, de 2034 a 2040, o plano prevê a liderança consolidada, com um ecossistema integrado que domina desde o plantio dos grãos até a tecnologia de ponta na mesa do consumidor.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • A região brasileira que mira transformar capital produtivo em referência mundial de inovação em proteínas

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *