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Tarcísio e Haddad batem boca sobre legado do terceiro mandato de Lula

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT-SP) trocaram farpas nesta segunda-feira (15) sobre o desempenho e o legado do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Enquanto Tarcísio afirmou que Lula será lembrado pela “perda de oportunidade”, Haddad reagiu dizendo que o país vive um período de crescimento econômico com responsabilidade fiscal e social.

“A gente deixou de aproveitar uma grande oportunidade. Ela está passando embaixo dos nossos olhos”, declarou Tarcísio durante um evento da revista Veja em São Paulo.

Na avaliação dele, a atual gestão federal “não vai deixar saudade” e deverá ser lembrada justamente pelas oportunidades que teriam sido desperdiçadas ao longo do mandato.

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As declarações foram rebatidas imediatamente por Haddad, que defendeu a condução econômica do governo Lula e contestou a avaliação feita pelo governador paulista. Para o ex-ministro, os indicadores econômicos mostram que o país segue em trajetória de crescimento, com geração de empregos e aumento da renda da população.

“Nós não estamos perdendo oportunidade. O Brasil está crescendo com sustentabilidade fiscal e social”, afirmou Haddad.

Segundo ele, o avanço econômico vem sendo acompanhado por medidas que preservam o equilíbrio das contas públicas sem prejudicar as camadas mais vulneráveis da sociedade.

Após o evento, Haddad também comentou os preparativos de sua pré-campanha ao governo de São Paulo e informou que um plano voltado à segurança pública está sendo elaborado com apoio de especialistas e integrantes das forças de segurança, com previsão de apresentação até o fim deste mês.

O ex-ministro ainda respondeu às críticas relacionadas às privatizações e ao apelido de “Taxad”, frequentemente utilizado por adversários políticos. Haddad argumentou que medidas de tributação sobre importações já eram defendidas por governadores e afirmou que a cobrança buscou corrigir distorções existentes no mercado.

“Quem começou a cobrar a taxa das blusinhas foram os governadores”, disse. Haddad acrescentou que havia uma situação de desequilíbrio entre produtos importados e o comércio nacional, justificando as mudanças implementadas para equalizar as condições de concorrência.

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