
O Irã interrompeu, neste domingo (21), as negociações com os Estados Unidos que estavam sendo realizadas na Suíça. A decisão ocorre após recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou intensificar ações militares caso o Hezbollah, aliado de Teerã, não interrompa suas atividades no Líbano.
Segundo a agência estatal Irna, a delegação do país deixou o local das tratativas. “A delegação da República Islâmica do Irã abandonou o local das negociações”, informou o veículo estatal.
As conversas haviam sido formalizadas poucos dias antes, após a assinatura do chamado Memorando de Islamabad, no último dia 17. O acordo previa a abertura de diálogo entre as partes e incluía, entre outros pontos, a cessação de confrontos em diferentes frentes, incluindo o território libanês.
Irã anunciou fechamento do Estreito de Ormuz
A crise diplomática se agravou após o governo iraniano anunciar, no sábado (20), o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo. Teerã justificou a medida como resposta a ataques israelenses no sul do Líbano.
Em sua conta na Truth Social, Trump afirmou que “o Irã deve impedir imediatamente que seus agentes bem pagos no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força!!!”.
Em entrevista à emissora norte-americana Fox News, Trump reagiu com novas advertências. O presidente afirmou que, caso o Irã leve adiante o bloqueio do estreito, o país enfrentaria consequências severas. “Eles não teriam mais país e sequer poderiam retornar”, declarou, em referência à delegação iraniana presente na Suíça.















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