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PM relata a Moraes falha em tornozeleira eletrônica de Bolsonaro

O Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM) registrou, na última sexta-feira (19), um alerta de perda de sinal na tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em sua residência em Brasília.

O incidente ocorreu no dia de jogo entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo, às 18h57, e gerou uma resposta imediata das autoridades responsáveis pela custódia.

A PM informou o ocorrido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo o relatório, a equipe técnica orientou inicialmente que o ex-presidente se deslocasse para a área externa da residência para que o sinal pudesse ser restabelecido.

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Diante da persistência da instabilidade, uma equipe de campo do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME), composta por dois policiais, compareceu ao local às 20h04 para realizar uma análise presencial do equipamento.

Após a vistoria, os agentes constataram que a estrutura do dispositivo estava intacta e os indicadores de LED funcionavam em cadência normal. Para solucionar o problema de conexão, os policiais pediram que Bolsonaro andasse até a entrada da residência, o que permitiu o restabelecimento da comunicação.

A equipe técnica afirmou que todos os dados captados durante o período de instabilidade foram baixados e enviados à Central de Monitoração, assegurando que não houve prejuízo à medida restritiva.

O equipamento foi considerado dentro dos padrões esperados, sem necessidade de substituição. Em 22 de novembro de 2025, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda enquanto cumpria prisão domiciliar.

Após o episódio, Moraes revogou o benefício e determinou a transferência do ex-presidente para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Fim do prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro

O incidente com a tornozeleira ocorreu em um momento decisivo sobre a permanência de Bolsonaro no regime domiciliar. O ex-presidente cumpre um período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária, concedida por Moraes em 24 de março de 2026, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana.

Na semana passada, o ministro acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre uma possível “falta grave” cometida pelo ex-presidente, após a apreensão de uma arma de fogo com um de seus seguranças.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu parecer nesta quinta (25) apontando que o episódio da arma não caracteriza, a princípio, uma infração que justifique a revogação do benefício.

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