A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) prepara a instalação do comitê eleitoral em São Paulo. Segundo informações apuradas pela Gazeta do Povo, a equipe do senador já encontrou um imóvel na capital paulista e fechou o contrato, agora em fase final de formalização.
A residência de Flávio Bolsonaro continua em Brasília, mas o senador deve passar mais tempo em São Paulo a partir da definição do comitê. A escolha pelo local tem caráter estratégico e reflete o peso que o estado assumiu na articulação da pré-campanha presidencial.
O movimento se soma a outra decisão diferente: a convenção nacional do PL acontece pela primeira vez em São Paulo, marcada para 25 de julho. Em 2022, quando oficializou a campanha à reeleição de Jair Bolsonaro (PL), o partido se reuniu no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
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O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e a capital paulista, com 9,3 milhões de habitantes, reúne cerca de 5% do eleitorado nacional. Além do peso numérico, o estado abriga lideranças que a equipe de Flávio Bolsonaro considera estratégicas para a campanha presidencial.
A principal delas é o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), tratado como fiador político da candidatura no maior estado do país. A alta aprovação de Tarcísio é considerada o principal fator puxador de votos para Flávio Bolsonaro no estado.
A proximidade com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também entrou no cálculo. Em 2024, durante a disputa municipal, Nunes fazia acenos à família Bolsonaro — o vice-prefeito paulistano, Ricardo de Mello Araújo, foi escolhido por Jair Bolsonaro; em 2026, aderiu por completo à pré-campanha de Flávio.
O setor empresarial completa o arranjo. Entre os interlocutores está Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que faz a ponte com o setor produtivo e tem levado à pré-campanha pautas econômicas consideradas prioritárias para o segmento.
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Aliados próximos consideram que Tarcísio de Freitas tem chance de vencer a eleição no primeiro turno. O cenário teria se consolidado após as desistências de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), que retiraram as pré-candidaturas ao governo de São Paulo nas últimas semanas.
A leitura ajuda a explicar a ancoragem do comitê de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Esses aliados ponderam que, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno, a oposição estadual tende a chegar enfraquecida. Com a disputa encaminhada no estado, o governador teria mais fôlego e espaço na agenda para se dedicar à campanha presidencial.
Flávio, Tarcísio e Nunes têm alinhado o discurso de pré-campanha para um dos temas prioritários ao eleitorado, a segurança pública. Integrante do plano de Flávio para a área, o programa “Muralha Brasileira” repete a ação disseminada em cidades e estados país afora, com foco claro em aprimorar o uso de videomonitoramento e das tecnologias disponíveis, como aliado em ações de prevenção e repressão ao crime e marcadas pelo fortalecimento do setor de inteligência e integração policial.
A proposta do presidenciável incorpora elementos do “Muralha Paulista” e do “Smart Sampa”: são nomes distintos para a mesma ideia, alterando-se o âmbito (municipal, estadual e federal). Uma das ênfases da campanha, entre os possíveis uso do sistema, é fechar o cerco contra agressores de mulheres que possuem medidas protetivas, a partir do cruzamento da informações entre a tornozeleira eletrônica utilizada pelo indivíduo e o celular da vítima.
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro estuda ainda dar holofote ao programa da cidade de São Paulo de eletrificação da frota no transporte coletivo: a frota de veículos elétricos da cidade de São Paulo conta com 1.570 ônibus e 189 trólebus movidos a bateria e a ideia analisada pelo presidenciável do PL seria de estímulo à proposta para outras cidades brasileiras.
















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