A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esclareceu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que uma das armas solicitadas ao Exército, uma pistola Glock 9mm, é a que ficou em poder da Polícia Civil do Distrito Federal após ser apreendida em uma blitz. A outra, uma espingarda, estaria no galpão de uma importadora em Caxias do Sul (RS).

Em um ofício ao ministro, o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília havia dito que, das oito armas solicitadas, apenas seis foram encontradas.

Os advogados explicam que a listagem de Moraes contém um erro de digitação no registro do armamento, o que pode ter causado a confusão. Com o esclarecimento, o paradeiro do arsenal completo já é conhecido pelo ministro, para que haja a apreensão pela PF. De acordo com as informações dos autos, oito armas já estariam com a corporação.

A Glock foi parte do clima de incerteza que se instaurou sobre a manutenção ou não da prisão domiciliar humanitária. O sargento Estácio Leite da Silva Filho, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi parado em uma blitz que encontrou a arma no assoalho do carro oficial. Tanto ele quanto Bolsonaro deram a mesma versão: a de que a arma foi levada para manutenção.