O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pagou R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares até o dia 4 de julho, estabelecendo o maior volume de liberações já registrado antes do início oficial da campanha eleitoral. O montante supera inclusive todo o valor pago em 2022, ano das últimas eleições presidenciais. Os dados são do sistema Siga Brasil, do Senado Federal.

O pagamento ocorreu às vésperas do início do chamado defeso eleitoral, período de três meses que antecede as eleições e durante o qual a legislação restringe transferências voluntárias da União para evitar desequilíbrios na disputa. Permanecem autorizados apenas repasses relacionados a obras já em andamento ou situações de emergência e calamidade pública.

O volume de recursos destinados às emendas também supera os investimentos efetivamente pagos pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no mesmo período, que somaram R$ 19,65 bilhões. As liberações representam cerca de um quarto das despesas discricionárias executadas pelo governo federal em 2026.

Procurado, o Palácio do Planalto, por meio da Secretaria de Relações Institucionais, informou que “a execução de recursos orçamentários é feita de acordo com a legislação e as determinações do Supremo Tribunal Federal, observada a aprovação técnica das propostas pelos órgãos responsáveis pela sua execução, bem como a disponibilidade orçamentária e financeira”.