A demora da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em confirmar sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal ocorre em meio a um cenário de crescente tensão dentro do próprio Partido Liberal. Embora aliados afirmem que ela continua sendo o principal nome da legenda para a disputa, divergências em diretórios estaduais e disputas internas por espaço político têm contribuído para postergar o anúncio oficial.

Um dos principais focos da crise está no Ceará, onde Michelle entrou em rota de colisão com a direção estadual do partido após o PL decidir integrar a chapa do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo estadual.

Nesta sexta-feira (10), o presidente estadual do PL no Ceará, deputado federal André Fernandes, reafirmou que a decisão é definitiva e descartou qualquer mudança de rumo. Em nota, o parlamentar afirmou que “a decisão já está tomada” e que o partido fará parte do projeto político liderado por Ciro Gomes. Também negou a possibilidade de o PL lançar candidatura própria ao governo do estado.

A posição contraria o entendimento de Michelle Bolsonaro, que tornou pública sua discordância. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ex-primeira-dama afirmou considerar “errada” uma aliança com um político que, segundo ela, sempre se posicionou como adversário do ex-presidente Jair Bolsonaro.