A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) publicou, no último dia 18, no o Regimento Geral do Programa Escola Cívico-Militar da Rede Estadual de Ensino. As novas regras mantêm a presença dos monitores militares nas escolas e práticas cívicas como formaturas em fila antes de entrar em sala, sistema de créditos comportamentais e mecanismos de recompensas, como elogios, diplomas de destaque e medalhas, além de entoação semanal de hinos e hasteamento da Bandeira Nacional.

O que muda é a fronteira entre quem manda no quê: o núcleo militar fica restrito a atividades cívico-militares fora da sala de aula enquanto o núcleo civil segue com a gestão pedagógica e administrativa. Enquanto o regimento diminui a autonomia dos monitores e dos monitores coordenadores (oficial, subtenente ou sargento), aumenta os papéis da direção escolar.

A publicação ocorre depois de a Justiça de São Paulo ter suspendido, em fevereiro, trechos do regimento anterior sobre comportamento e aparência dos estudantes. Também chega a menos de dois meses da disputa pelas eleições 2026.

Promessa de campanha do governador Tarcísio em 2022, as escolas cívico-militares são alvo de críticas recorrentes de PT e PSOL. A Portaria nº 4 revoga o Regimento Interno da versão experimental, mas preserva os regimentos internos de cada unidade. Na prática, regras específicas sobre aparência podem voltar a existir escola por escola, desde que aprovadas pelo colegiado.