
O Escritório de Cibersegurança do Ministério da Segurança Pública da China penalizou ao menos dez usuários de redes sociais por questionarem dados sobre a tragédia no Nepal.
Segundo o regime chinês, os indivíduos alvos das medidas foram acusados de espalhar notícias falsas ao “inflar” os números de mortes relacionadas à forte avalanche de lama que atingiu o norte e o centro do Nepal há cinco dias.
Nas rede sociais, os internautas sugeriram que o número de mortos e desaparecidos era muito superior ao registrado oficialmente pela ditadura de Xi Jinping.
Um dos usuários citados pela agência AFP, identificado pelo sobrenome Qiu, escreveu que “a imprensa informa 1.400 mortos, mas, na realidade, anteriormente havia 3.000 pessoas desaparecidas”. Outro usuário, de sobrenome Liu, afirmou que mais de três mil pessoas haviam morrido na China em consequência do desastre.
O comunicado divulgado pela pasta chinesa não detalhou o tipo de punição que os internautas chineses receberam. O regime chinês é conhecido por aumentar a vigilância digital em tempos de crise como a atual.
O Ministério das Relações Exteriores do Nepal atualizou seus dados oficiais sobre o deslizamento de terra nesta segunda-feira (31), informando que pelo menos 590 cidadãos estrangeiros provenientes de 39 países continuam desaparecidos. A pasta acrescentou que 323 cidadãos estrangeiros foram resgatados até o momento.
O Nepal somou nesta segunda-feira 115 mortos em seu último balanço e mais de 1.700 novos desaparecidos, o que eleva o saldo total da tragédia no Nepal e na China para 919 mortos e 4.793 pessoas das quais ainda não se tem informação.
O Nepal solicitou aos EUA o fornecimento de câmaras frigoríficas para a conservação de corpos que são mantidos para identificação nos necrotérios; e à China e Cingapura, kits de testes de DNA, drones de alta capacidade e outros itens essenciais não alimentares.

















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