A decisão do ministro Dias Toffoli que suspendeu a propaganda eleitoral na internet de Renan Santos, candidato à Presidência do partido Missão, pegou de surpresa os integrantes da campanha, que apontam risco de dano irreparável à sua performance na disputa. O ministro apontou supostas irregularidades nos perfis oficiais do candidato nas redes sociais que teriam favorecido suas postagens. Após a decisão, a campanha divulgou vídeo com o candidato indignado, mas dizendo que não irá desistir.

“Esse aqui provavelmente é o último vídeo que você vai ver nas minhas redes sociais, [por] uma decisão do ministro Dias Toffoli. Aquele Dias Toffoli acaba de suspender minha campanha. Eu não posso produzir conteúdo em redes, eu não posso postar conteúdo. Eu não posso participar dos debates, eu não posso ir em sabatinas, eu não posso fazer praticamente nada. Eu não uso fundo eleitoral, mas se eu estivesse usando o dinheiro também teria sido suspenso. Não há nada a se fazer”, afirmou.

Depois, em entrevista à imprensa, o candidato insinuou que a decisão tem motivação pessoal. Renan Santos lembrou que convocou diversas manifestações de rua neste ano reivindicando investigação sobre o ministro por causa da venda de parte do resort de sua família para um fundo operado por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

“Eu duvido que esses elementos tenham alguma relação com o despacho profundamente democrático, profundamente técnico, refinado do ponto de vista jurídico, do ministro Dias Toffoli, um homem que chegou ao STF por conta claramente das suas incríveis capacidades jurídicas, da sua inteligência acima do comum, da sua disciplina e do seu foco de maneira imparcial na busca pela justiça. Nunca que um homem com esses predicados como o ministro Dias Toffoli iria se afetar por conta de manifestações pacíficas e democráticas”, ironizou o candidato, em entrevista à imprensa.