O avanço das denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes não interrompeu a agenda prioritária do governo no Senado. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (2), em votação simbólica e com quatro votos contrários, o texto original da PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Com a aprovação na comissão, a proposta poderá avançar diretamente ao plenário do Senado, mantendo entre as prioridades da Casa uma das principais bandeiras do governo Lula para a reta final do ano.

Os quatro votos contrários foram dados pelos senadores Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (PL-RS), Teresa Cristina (PP-MS) e Jayme Bagattoli (PL-RO).

Relator da proposta, o senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou parecer favorável ao texto aprovado pela Câmara e rejeitou as emendas apresentadas na CCJ. A PEC 221/2019 reduz gradualmente a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.

A possibilidade de acelerar a tramitação ganhou força nesta semana. O próprio Aziz afirmou que pretende solicitar um calendário especial para permitir que a PEC avance ao plenário após a análise da CCJ. Para ser aprovada definitivamente, a proposta ainda precisará passar por dois turnos de votação no plenário e obter ao menos 49 votos em cada etapa.