
O senador Flávio Arns (PSB-PR) assinou nesta quarta-feira (2) um dos pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Arns confirmou a decisão nas redes sociais e citou possível crime de responsabilidade.
“Assinei hoje o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, apresentado pelo deputado federal Marcel Van Hattem. Os fatos que vieram à tona ontem são gravíssimos e apontam para o crime de responsabilidade”, afirmou.
Na mesma publicação, o senador defendeu a realização de investigações sem interferência. Para Arns, a Constituição deve orientar a apuração do caso.
“Acredito que ninguém deve estar acima da lei e que as investigações devem ocorrer de forma transparente e sem interferências, em respeito absoluto à nossa Constituição”, registrou.
Arns deixou o PT após divergência com orientação do partido
A posição de Arns ganha peso político porque o senador integra o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin e integrante da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar também teve uma trajetória de oito anos no Partido dos Trabalhadores.
Arns entrou no PT em 2001. No ano seguinte, elegeu-se senador pelo partido. A saída ocorreu em 2009, após um conflito com a orientação da legenda sobre as denúncias contra o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA).
Na época, o PT orientou seus senadores a votar pelo arquivamento das representações contra Sarney no Conselho de Ética. Arns discordou da decisão e deixou o partido. Ao anunciar a desfiliação no plenário, afirmou que a orientação representava “flagrante distanciamento e violação aos princípios e diretrizes que sempre nortearam o ideal do partido”.
Depois do PT, Arns voltou ao PSDB. Em seguida, passou pela Rede e pelo Podemos. Em 2023, ingressou no PSB. Atualmente, Arns exerce o mandato de senador pelo Paraná e integra o Bloco Parlamentar da Resistência Democrática no Senado.
Pedidos de impeachment contra Moraes ganham força no Senado
As novas informações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro ampliaram a pressão de parlamentares da oposição no Senado. Eles apontam uma possível prática de advocacia administrativa em favor do banqueiro e defendem a apuração dos fatos.
Além do pedido assinado por Arns, apresentado por Marcel van Hattem (Novo-RS), o senador Carlos Viana (PSD-MG) também anunciou um pedido de impeachment contra Moraes nesta terça-feira (1º).
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também anunciou a renovação de um pedido de impeachment contra Moraes após as revelações relacionadas ao Banco Master.
Damares Alves (Republicanos-DF) também apresentou um pedido de impeachment contra Moraes na terça-feira e disse que a medida representa uma forma de responsabilização prevista na legislação, e não uma disputa política.

















Leave a Reply