O Brasil está a menos de três semanas do primeiro turno e o que deveria ser um debate sobre economia, segurança e o tamanho do Estado virou um circo institucional protagonizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A crise que tem Alexandre de Moraes no epicentro, alimentada pelas mensagens de Daniel Vorcaro e pelos contatos com filhos de ministros, capturou a campanha. Enquanto candidatos deveriam falar de proposta, o país assiste a uma Corte que há tempos deixou de ser o Poder Judiciário para virar protagonista político, relator, investigador e, quando convém, juiz da própria conduta.

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A sessão que foi um “show de horrores” expôs o que a Gazeta do Povo e parte da imprensa mais honesta já denunciava: degradação institucional total. Pedido de vista, discussão interminável sobre relatoria, ministros se acusando de viés eleitoral e o presidente do STF tentando administrar o fogo que o próprio tribunal ateou. Chicana, em uma palavra.

A Transparência Internacional falou em degradação. O Congresso, tarde demais, volta a falar em mandato para ministro, fim de decisão monocrática e regras para relatórios de inteligência. Depois de anos de inquéritos eternos e poderes concentrados, descobriram que o problema existe. Antes tarde do que nunca!