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Uma investigação da operação Lava Jato contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) foi distribuída nesta quinta-feira (17) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

As apurações apontam para Cunha como o destinatário final de propina em um esquema envolvendo contratos na Furnas Centrais Elétricas. De acordo com uma delação premiada do doleiro Lúcio Funaro, Katz negociava e recebia a propina. Cunha, por sua vez, distribuiria os valores entre seu grupo político.

Funaro também afirmou que houve uma retaliação à empresa Engevix Engenharia por não ter pago o que foi exigido. O ex-parlamentar teria passado a atuar contra os interesses da empresa em suas áreas de influência. A Engevix possuía contratos que somavam R$ 177 milhões com Furnas.

Em uma proposta de delação de 2016, um empreiteiro, então sócio da Engevix afirmou que a empresa teria se beneficiado com novos negócios com Furnas após pagar R$ 1 milhão a Cunha e R$ 2,5 milhões ao PL, à época chamado PR.