A Itália reforçou nesta sexta-feira (18) sua presença militar no Estreito de Bab el-Mandeb, que também é uma das principais rotas do petróleo e do comércio mundial, diante do avanço dos houthis no Iêmen e do aumento das ameaças à navegação no Mar Vermelho. A movimentação ocorre no momento em que o Oriente Médio passa a enfrentar pressão simultânea sobre as duas passagens marítimas essenciais para o abastecimento global de energia, uma vez que o Irã está bloqueando a navegação livre pelo Ormuz.

O Estreito de Ormuz funciona como a principal porta de saída do Golfo Pérsico, por onde escoam grandes volumes de energia produzidos por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar e o próprio Irã. Já o Bab el-Mandeb ocupa uma posição diferente. Ele conecta o Golfo de Áden ao Mar Vermelho e, adiante, ao Canal de Suez, formando uma das principais ligações marítimas entre a Ásia, o Oriente Médio e a Europa.

Por Bab el-Mandeb passa cerca de 7% da produção mundial de petróleo. A rota também é particularmente importante para a Itália: aproximadamente 40% do comércio exterior do país passa pelo Canal de Suez e depende, portanto, do acesso ao Mar Vermelho pelo estreito.

A pressão sobre essa segunda passagem aumentou com os avanços recentes dos houthis, grupo aliado do Irã no Iêmen, em áreas da costa do Mar Vermelho próximas ao estreito. O fortalecimento do grupo na região ampliou os temores de novos ataques contra navios comerciais e de uma eventual interrupção do tráfego marítimo.