O governo de Santa Catarina lançou a estratégia Avança SC para orientar o desenvolvimento do estado até 2035. Coordenada pela Secretaria do Planejamento, a iniciativa utiliza o Índice de Complexidade Econômica (ICE) para identificar o potencial de cada região. O objetivo é direcionar investimentos, qualificação profissional e inovação de forma personalizada, combatendo as desigualdades internas.

O que é o Índice de Complexidade Econômica e como ele funciona?

O ICE é uma ferramenta que mede o nível de conhecimento e tecnologia embutidos na economia de um local. Em vez de olhar apenas para o quanto uma região produz em dinheiro, ele observa a diversidade e a raridade do que é feito ali. Se uma cidade produz apenas itens básicos que todos fazem, sua complexidade é baixa. Se ela consegue fabricar produtos complexos que exigem tecnologia e mão de obra muito especializada, sua complexidade é alta. O governo catarinense usa uma variação baseada nos tipos de empregos formais para entender quais conhecimentos já existem em cada região.

Como o governo pretende aplicar esse diagnóstico na prática?

A estratégia prevê a criação de 21 cadernos regionais com diretrizes específicas para cada associação de municípios. Esses documentos servirão como um guia para prefeitos e empresários, sugerindo atividades econômicas que estejam próximas das capacidades que a região já possui. A ideia é que o estado não gaste recursos tentando criar indústrias do zero onde não há base, mas sim ajude a evoluir o que já existe. Isso inclui frentes de atração de investimentos, melhorias em infraestrutura, fortalecimento de cadeias produtivas locais e cursos técnicos focados na demanda regional.

Quais regiões de Santa Catarina se destacam atualmente nesse índice?

De acordo com os dados da Secretaria do Planejamento, o estado apresenta diferentes níveis de sofisticação. As regiões de Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau são as mais avançadas, com estruturas industriais e de serviços mais complexas. Cidades como Florianópolis, Criciúma e Chapecó formam um grupo intermediário em ascensão. Por outro lado, áreas como São Lourenço do Oeste, Xanxerê, Araranguá e Canoinhas enfrentam os maiores desafios, pois sua economia ainda é muito dependente de setores menos diversificados, possuindo um alto potencial de desenvolvimento a ser explorado.