O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino classificou como racistas as críticas à profusão de citações de filósofos gregos e outras personalidades em suas manifestações dentro e fora da Corte. Ele citou expressões de jornais como “jurista de província”, “pessoa destituída de qualquer qualificação” e “oratória grandiloquente de província” para avaliar que há “preconceito regional”.

“Como derivação desse indisfarçável preconceito regional, de matriz racista, fazem tudo para desqualificar o meu conhecimento sobre Aristóteles e outros pensadores”, afirmou, em uma postagem deste domingo (20). O conteúdo traz uma imagem de um mapa do Brasil que destaca o Maranhão, seu estado natal.

Durante a sessão extraordinária do Supremo na última quinta-feira (15), que terminou sem uma definição sobre o futuro do ministro Alexandre de Moraes, o ministro citou Aristóteles cinco vezes.

Há, ainda, outras menções. O magistrado, que costuma pontuar sua origem cristã, citou um trecho do Sermão da Montanha em que Jesus Cristo fala do “sal que perdeu o sabor”. Ali, a parábola é reaproveitada para tratar de um órgão técnico que cede a pressões e perde sua utilidade.