Fidel Castro tinha uma meta ambiciosa para comemorar os dez anos da revolução: colher 10 milhões de toneladas de açúcar na safra de 1970. Seria a maior colheita da história de Cuba.

Mas faltava gente para cortar tanta cana na ilha. E a solução, por incrível que pareça, veio justamente do outro lado da Guerra Fria: os Estados Unidos. Mais especificamente, das universidades americanas.

O problema da mão de obra chegou aos ouvidos do grupo radical Students for a Democratic Society — uma das principais organizações da esquerda dos EUA nos anos 60, que mantinha contato direto com a burocracia cubana e estava disposta a cooperar como pudesse com Fidel.

Só que naquele tempo não havia botão de curtir nem de compartilhar. E, em vez de torcer longe pela revolução, os jovens simpatizantes do comunismo decidiram pagar do próprio bolso para ir até Cuba ajudar no campo.