Vai-se o homem e fica a história! Lembrar de Elias Abrahão é sempre um privilégio. Lembrar dele ainda nos dá forças, conforta.

Ele costumava dizer: “Creio na esperança e, por isso, antevejo dias melhores para toda humanidade e maior fraternidade entre todos os seres humanos! Sou dos que creem e, por isso mesmo, tenho que decidir hoje fazer meu amanhã diferente, mais próximo dos meus sonhos. Porque creio no amanhã, não me deixo abater pelos reveses que porventura eu hoje venha sofrer. Porque eu creio no amanhã, caminho com determinação, sabendo que os momentos mais escuros da noite são exatamente aqueles que precedem a alvorada”.

Elias faleceu em 18 de setembro de 1996. Para nós, amigos e irmãos de jornada e de princípios, foi um baque. Um ano depois, durante o evento em homenagem ao seu falecimento, o educador, escritor e pastor presbiteriano Rubem Azevedo Alves, amigo de longa data de Elias, nos brindou, durante a sua fala, com uma frase inesquecível: “Elias vinha em nossa direção – aquela enorme pessoa – e nos cativava com o sorriso que abraçava a gente”.

Para quem teve o privilégio de conviver e estar com ele, com a sua esposa Magali e os seus três filhos, Luciana, Paula e Ricardo, nada melhor do que essa frase para caracterizá-lo como pessoa. O sorriso que abraça é o sorriso da ternura e da paz explícitas nas palavras, nos gestos e nos olhares.