A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão do policial penal Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, nesta segunda (28). Ele foi preso após agredir familiares da esposa, Aline Alves Bugni, de 31 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça em Cajamar, na Região Metropolitana de São Paulo.
A morte de Aline foi registrada como morte suspeita, no entanto, os investigadores consideram a possibilidade de feminicídio.
De acordo com o boletim de ocorrência, Felipe teria discutido com os familiares da vítima antes e após os fatos que resultaram na morte da mulher no domingo (27). O pai e o irmão da vítima ficaram feridos.
Felipe foi preso em flagrante no domingo por violência psicológica contra mulher, ameaça e lesão corporal.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que duas armas de fogo, carregadores e aparelhos celulares foram apreendidos. A pasta também requisitou exames periciais no local, residuográficos e necroscópico para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da morte. O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Cajamar.
A CNN Brasil entrou em contato com a defesa de Felipe e aguarda o retorno. O espaço segue aberto.
Entenda o caso
A GCM (Guarda Civil Metropolitana) foi acionada após uma mulher ter sido encontrada dentro da própria casa com ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça.
No local, Felipe estaria agitado, ameaçando, inclusive, tirar a própria vida, e negou ter matado a esposa. O homem disse à polícia que a mulher teria tirado a própria vida, porém o médico que atendeu à ocorrência afirmou que a arma utilizada na cena estava “arrumadinha” na posição contrária ao corpo da vítima, “como se alguém a houvesse colocado lá”.
Policial penal é preso após esposa ser encontrada morta em SP
Os familiares da vítima negaram que Aline tenha apresentado algum comportamento autodestrutivo.
Em depoimento à polícia, o irmão de Aline informou que não conversava frequentemente com ela há aproximadamente cinco meses, já que ela teria se afastado da família por conta do “ciúmes excessivo” de Felipe. O pai, apesar de morar no mesmo imóvel, afirmou que não falava com a filha há pelo menos dois meses.
O irmão de Aline ainda relatou que a irmã já teria manifestado vontade de separar do marido, mas não separava por medo. Tanto o pai quanto o irmão da mulher disseram que Felipe possuía um comportamento possessivo e agressivo.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

















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