A aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias pode gerar um impacto de R$ 70 bilhões nas contas dos municípios ao longo das próximas décadas, com custo anual estimado em R$ 4,3 bilhões, segundo estimativa da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O estudo foi divulgado após a promulgação da emenda Constitucional pelo Congresso como um alerta para o risco de aumento dos déficits previdenciários e de comprometimento das finanças das administrações locais.

Em manifestação assinada pelo presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a entidade reconhece a importância dos profissionais, mas critica o impacto financeiro das novas regras e questiona sua constitucionalidade. Para a confederação, a medida impõe obrigações aos municípios sem garantir recursos suficientes para cobrir as despesas adicionais.

“Além do impacto fiscal, a proposta apresenta vícios de inconstitucionalidade ao impor aos Municípios regras previdenciárias e funcionais com elevado impacto financeiro, interferindo na autonomia administrativa, orçamentária e previdenciária dos Entes locais”, escreveu o dirigente.

VEJA TAMBÉM:

  • Polícia Federal

    PF prende 19 e bloqueia R$ 558 milhões do Comando Vermelho no RJ