A abstenção no segundo turno da eleição presidencial de 2026, neste domingo (25), foi de 19,21%, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,89% das urnas apuradas. Ao todo, 33.469.244 milhões de eleitores não compareceram às urnas.
O percentual é menor que o registrado no primeiro turno, em 4 de outubro, quando 21,08% dos eleitores, o equivalente a 33,4 milhões de pessoas, deixaram de votar. Foi a maior abstenção em um primeiro turno de eleição geral desde 1998, quando 21,49% do eleitorado não votou.
Na comparação com o segundo turno de 2022, quando a abstenção foi de 20,59%, a taxa deste domingo é menor em 1,38 ponto percentual.
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Abstenção no segundo turno recua pela segunda eleição seguida
Com a queda, é a segunda eleição presidencial seguida em que a abstenção recua entre os turnos. Em 2022, a taxa passou de 20,95% para 20,59%.
Aquela foi a primeira queda entre os turnos desde 1989, quando voltaram as eleições diretas para presidente.
Até então, a ausência sempre aumentava no segundo turno. Em 2018, passou de 20,33% para 21,3%; em 2014, de 19,39% para 21,1%; e em 2010, de 18,12% para 21,5%.
O Brasil tinha 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em 2026, de acordo com o TSE.
Em entrevista coletiva na noite do primeiro turno, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral iria intensificar as ações para reduzir a abstenção no segundo turno. “Não é o ideal uma abstenção de 20%”, disse na ocasião.
Quem não votou neste domingo tem 60 dias para justificar a ausência pelo aplicativo e-Título ou pelo site do TSE.
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