O pedido de anulação do segundo turno da eleição prometido pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) deve fazer o pleito se prolongar para além da divulgação do resultado que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente. A campanha de Flávio iniciará uma batalha judicial para tentar demonstrar que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prolongar a votação alterou o resultado das urnas.

Zanin decidiu, próximo ao encerramento da votação às 17h, que a votação continuaria até as 19h em todo o Brasil. Ele se baseou em reclamações sobre alegadas dificuldades de acesso aos locais de votação, relatos de redução da oferta de transporte público e interferências climáticas.

Sua determinação abre brecha para a anulação da eleição por ter infringido o Código Eleitoral. O artigo 220 diz da lei eleitoral diz que “é nula a votação […] quando realizada em dia, hora, ou local diferentes do designado ou encerrada antes das 17 horas”.

Por outro lado, a diferença de mais de 4,4 milhões de votos em favor de Lula pode dificultar essa argumentação jurídica.