O PL recusou a ajuda do movimento Advogados de Direita Brasil para fiscalizar as eleições. O grupo falou do caso na manhã desta segunda-feira (26), após uma cobrança pública nas redes sociais. A declaração ocorre logo após o presidente Lula (PT) ser reeleito para seu quarto mandato enquanto o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), questiona a extensão do período de votações pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin.

“Permanecemos em silêncio até aqui, mas não podemos ignorar que oferecemos apoio jurídico, organização e fiscalização preventiva, e que essa oportunidade foi rejeitada por quem deveria ser um dos maiores interessados na transparência do processo eleitoral”, diz a manifestação.

Segundo a advogada Flávia Ferronato, o projeto “Fiscais do Mito” existe desde 2018. Mesmo assim, há cerca de dez dias do segundo turno, o movimento já afirmava que não recebeu autorização do PL para atuar em seu nome na fiscalização. O próprio partido respondeu a esta postagem divulgando sua plataforma própria “Fiscais do PL”, em que voluntários se cadastram individualmente para acompanhar os trabalhos.

A presidente da entidade, Géssica Araújo, afirmou à Gazeta do Povo que o PL chegou a reestruturar o site após o envio de sugestões, mas isso apenas dois ou três dias antes do segundo turno.