O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com seus advogados e aliados na segunda-feira (26) para tratar da intimação da Polícia Federal (PF) sobre a entrega de seus passaportes, mas não mencionou qualquer intenção de deixar o país.

A informação foi revelada pelo advogado Tracy Reinaldet em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (28). Além dele, teriam participado do encontro a advogada Maria Claudia Bucchianeri, que representa Flávio em questões eleitorais, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP).

“Em momento algum desta reunião foi sequer cogitado a possibilidade de o senador Flávio deixar o país”, disse Reinaldet. Ainda segundo ele, a conclusão do encontro foi de que haveria a entrega dos passaportes na terça-feira (27), o que acabou não acontecendo. “E aí todos da reunião fomos surpreendidos com a notícia de que ele teria deixado o país”, completou.

Reinaldet avaliou como simples a defesa nos autos diante de um ofício enviado pelo banco Santander (entenda mais abaixo). Opinou, no entanto, que a decisão de seu cliente pode ter sido motivada por uma sensação de injustiça, uma vez que, mesmo após a informação que teria desmontado a hipótese da investigação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes impôs medidas cautelares.