O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda criar uma espécie de “lista suja” para identificar empresas que pressionem, ameacem ou demitam funcionários por causa de suas escolhas políticas. A proposta foi anunciada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em meio ao aumento das denúncias de assédio eleitoral após a vitória do petista no segundo turno da eleição presidencial do último final de semana.

Segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT), foram registradas 1.140 denúncias entre o encerramento do segundo turno, no domingo (25), e a noite de quarta-feira (28). O número representa aproximadamente 30% de todas as queixas recebidas pelo órgão ao longo do ano, indicando a continuidade dos casos mesmo depois do encerramento da votação.

“O objetivo é poder, além das providências, ter uma lista que a gente possa mostrar para a sociedade que tem empresas cometendo ilegalidades de eventual crime contra o trabalhador”, afirmou o ministro.

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