A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) reagiu nesta sexta-feira (30) à repercussão do laudo pericial apresentado pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorre após os advogados do controlador do Banco Master alegarem que arquivos do celular teriam sido criados ou alterados sob a custódia do Estado.

A entidade, que reúne a carreira técnico-científica da Polícia Federal, afirmou que a mera identificação de modificações não significa adulteração de provas. “A eventual identificação de modificações em registros digitais não significa necessariamente adulteração do conteúdo probatório, tampouco demonstra comprometimento de sua integridade”, disse a APCF, em nota pública.

A associação destacou que o parecer da defesa foi assinado por um assistente técnico que analisa as evidências sob a perspectiva legítima de uma das partes. Em contrapartida, ressaltou que o perito criminal oficial exerce uma função pública de natureza técnico-científica regida por autonomia, independência, imparcialidade e equidistância entre acusação e defesa. 

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