
Logo da Binance.
Unsplash/Kanchanara
O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) acusou a Coreia do Norte pelo ataque à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões).
Em comunicado divulgado neste sábado (31), o FBI disse que o roubo foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de cibercriminosos patrocinados pela Coreia do Norte. A ação levou cerca de 20 minutos e tem sido apontada como o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas.
O FBI disse ter observado que os hackers estão convertendo os ativos roubados para criptomoedas na plataforma Ethereum, que permite realizar transações sem intermediários.
A expectativa é que eles usem serviços descentralizados e de troca instantânea de criptomoedas para dificultar o rastreamento do dinheiro e concluir a operação de lavagem de dinheiro.
Agora no g1
O órgão solicitou que empresas do setor de criptomoedas bloqueiem transações que envolvam os endereços usados pelos agentes do Trader Traitor para lavar os ativos roubados.
A empresa informou que investimentos de clientes brasileiros permanecem seguros porque são ativos mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias. Apesar da garantia de segurança, os saques de criptomoedas foram temporariamente suspensos.
🔎 Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas.
Em comunicado, a Binance disse que, no Brasil, segue as regras do Banco Central, que, desde fevereiro, exige a separação dos recursos dos usuários aos da corretora. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas.
FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da história















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