Nesta semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos em uma operação complexa que envolveu o uso de múltiplos jatos particulares e veículos de apoio por via terrestre. A movimentação estratégica teria contado com suporte logístico internacional para garantir que o parlamentar e sua família chegassem ao território americano sem enfrentar bloqueios.

Como foi planejada a logística para a saída do senador do território brasileiro?

A estratégia envolveu uma jornada terrestre de aproximadamente 1,6 mil quilômetros, partindo de Brasília em direção à fronteira com a Argentina, na região de Foz do Iguaçu. Para evitar monitoramento, seis veículos diferentes teriam deixado a residência da família na capital federal em sequência, funcionando como um método de despiste. Originalmente, o senador tentou contratar um jato em Brasília, mas o dono da aeronave desistiu do negócio após a divulgação de ordens judiciais de Alexandre de Moraes que restringiam a permanência de Flávio Bolsonaro no país.

Qual foi o papel das aeronaves particulares nessa operação internacional?

O plano incluiu o aluguel de pelo menos três jatos particulares de alto custo, com a possibilidade de uma quarta aeronave reserva. Esses aviões decolaram simultaneamente ou foram posicionados em locais estratégicos, como o Paraguai e a província de Misiones, na Argentina. Essa tática de voos múltiplos e simultâneos serviu para dificultar a identificação de qual aparelho realmente transportava a família. A aeronave utilizada teria feito uma escala no Equador antes de completar o trajeto final até Miami, nos Estados Unidos, garantindo alternativas caso o plano original falhasse.

Houve participação de governos estrangeiros na saída de Flávio Bolsonaro?

Informações apontam que o governo da Argentina, sob ordens do presidente Javier Milei, enviou um assessor próximo para coordenar as condições na província de Misiones. Além disso, agentes representantes dos Estados Unidos teriam assumido temporariamente o controle de procedimentos no aeroporto de Porto Iguaçu, afastando autoridades locais de imigração e alfândega para agilizar o embarque. Essa suposta intervenção estrangeira gerou questionamentos de parlamentares democratas nos Estados Unidos, que pediram explicações ao secretário de Estado sobre a atuação da Casa Branca.