O senador e provável candidato à Presidência da Casa Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que irá defender que os parlamentares da direita divulguem o voto na disputa pelo comando do Senado, que ocorrerá em fevereiro, na retomada dos trabalhos legislativos.

O nome de Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ganhou força como principal opositor à reeleição do senador Davi Alcolumbre (União-AP) com a vitória esmagadora do PL nas urnas estaduais. O partido elegeu 19 senadores e terá uma bancada de 29 parlamentares no Senado, uma das maiores da história democrática do país. “Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre”, declarou Marinho em entrevista à Folha de S.Paulo.

Após a virada do presidente Lula (PT) no segundo turno, Alcolumbre passou a articular o apoio dos partidos de centro para permanecer no comando da Casa Alta. A gestão do senador amapaense é criticada pela direita, principalmente pela blindagem aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), alvos de pedidos de impeachment no Senado Federal.

Com a exposição dos votos, Marinho tem o objetivo de evitar que senadores eleitos com a bandeira de combate aos excessos do STF passem a apoiar o atual presidente da Casa. Além dos votos do PL, o senador da oposição conta com o apoio dos parlamentares de siglas da direita e da centro-direita para alcançar a maioria necessária para ser eleito: 41 votos dos 81 senadores.