
O Partido Liberal (PL) confirmou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal em 2027. A decisão foi anunciada após reunião de lideranças da sigla em Brasília e representa uma tentativa de impedir a permanência de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no comando da Casa.
Atual líder da oposição no Senado, Marinho terá o apoio formal do Novo, que conta com três senadores. Aliados do parlamentar trabalham para conquistar votos individuais de pelo menos sete partidos, mesmo sem a adesão oficial de outras legendas.
Nas contas do grupo, é possível alcançar os 41 votos necessários para vencer a eleição, desde que haja comprometimento integral das bancadas do PL, com 29 senadores, e do Novo, além de dissidências no Republicanos, PP, MDB, Podemos e PSD.
Durante o discurso à bancada, Marinho relembrou a disputa de 2023, quando concorreu à presidência do Senado contra Rodrigo Pacheco (PSD-MG), candidato apoiado por Alcolumbre. Segundo Marinho, a decisão de disputar o comando do Senado naquela ocasião ocorreu após um pedido do então presidente Jair Bolsonaro, que queria marcar posição no Congresso depois da derrota nas eleições presidenciais de 2022.
“Precisamos mostrar que nós estamos vivos. E o que nós representamos durante o processo eleitoral precisa permanecer”, afirmou, ao recordar a conversa com Bolsonaro. Marinho disse que, apesar da derrota, o grupo saiu fortalecido da disputa. “Não tivemos êxito, mas com os vencedores, porque perdemos ganhando. Isso nos deu unidade, nos deu liga”, declarou.
O senador afirmou que, apesar da derrota, o grupo manteve sua posição política e não foi cooptado. Também criticou a condução da Casa após a eleição anterior e disse que os adversários foram tratados como inimigos, e não como concorrentes políticos.
“Os vencedores não tiveram gesto, se apequenaram, se comportaram como déspotas”, declarou. Marinho também afirmou que parlamentares do PL foram impedidos de participar de comissões e da Mesa do Senado como forma de punição pela disputa.
Ao defender sua candidatura, o senador disse que pretende respeitar a proporcionalidade partidária e as divergências políticas. “Vamos respeitar a proporcionalidade. Vamos respeitar a democracia. Vamos respeitar a dissidência”, afirmou. “Nós queremos o diálogo. Nós queremos o debate. Nós não desumanizamos os nossos adversários”, acrescentou.
Aliança com Tereza Cristina é viável, diz senador
Na concorrida reunião realizada a portas fechadas em prédio anexo à sede do PL com dezenas de parlamentares de oposição eleitos e no exercício do mandato, o senador Rogério Marinho (PL-RN) foi várias vezes aplaudido. Ele estava sentado ao lado do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e de colegas de Senado.
À Gazeta do povo, o senador Izalci Lucas (PL-DF) disse ver a candidatura de Marinho como “muito viável” e aposta no sucesso das conversas para incorporar Tereza Cristina (PP-MS) à chapa. Já o senador eleito Domingos Sávio (PL-MG) vê seu empenho para eleger Marinho ao comando do Senado como um compromisso com os quase 5 milhões de votos que recebeu das urnas.















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