A estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de redesenhar os distritos eleitorais para tentar ampliar a bancada republicana na Câmara dos Deputados acabou produzindo resultados contrários aos esperados nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3). Em vários estados onde a iniciativa foi tomada, os republicanos não conseguiram conquistar as cadeiras que pretendiam e ainda perderam para os democratas distritos que estavam sob seu controle.

Segundo um levantamento publicado pelo portal americano Axios nesta quarta-feira (4), os republicanos esperavam conquistar até 15 cadeiras adicionais com as mudanças nos mapas eleitorais de sete estados. No entanto, os resultados projetados pela imprensa americana nessas regiões indicam que o partido deve terminar a disputa para a Câmara com até oito deputados a menos nessas regiões.

O redistritamento consiste na alteração dos limites geográficos dos distritos que elegem deputados para a Câmara americana. A mudança permite concentrar ou distribuir eleitores de diferentes regiões para aumentar as chances de vitória de determinado partido. Nos Estados Unidos, esse processo costuma ocorrer a cada dez anos, após o censo populacional.

Trump incentivou nos últimos meses governos estaduais republicanos a antecipar essas mudanças para tentar preservar a maioria de seu partido na Câmara. A estratégia levou democratas a adotarem medidas semelhantes em estados sob seu controle, o que provocou uma disputa nacional pelos mapas eleitorais.