Com o Congresso dos Estados Unidos sendo dominado a partir de janeiro pela oposição ao presidente Donald Trump, analistas projetam que poderá haver mudanças na relação do atual morador da Casa Branca com o Brasil e os demais países da América Latina.

A avaliação é que pode ocorrer uma escalada de Trump na política externa, mas não na vizinhança e sim no Oriente Médio, onde o republicano sinalizou durante a campanha das midterms que deve retomar os bombardeios em grande escala contra o Irã.

Natali Hoff, professora do curso de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), disse em entrevista à Gazeta do Povo que, com a perspectiva de “paralisia” interna da política nos Estados Unidos, com o Congresso freando as medidas de Trump e este respondendo com vetos a projetos aprovados no Legislativo, o presidente republicano pode se tornar mais agressivo na política externa.

“O que historicamente se observa nos Estados Unidos é que, quando você tem um Congresso de maioria do partido contrário ao do presidente, que começa a limitar a atuação desse presidente no âmbito doméstico, muitas vezes a política externa é a área na qual ele acaba tendo mais opção para atuar”, disse a analista.