A Corte de Cassação de Roma, instância máxima da Justiça italiana, concluiu que não há elementos que indiquem perseguição política contra a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) no processo referente à perseguição a um desafeto político em São Paulo na véspera da eleição presidencial de 2022. O tribunal anulou a decisão sobre a extradição e determinou que o caso seja reavaliado por outra seção da Corte de Apelação de Roma para analisar garantias relacionadas ao tratamento de saúde da ex-parlamentar.

A decisão foi proferida em 1º de julho e estabelece que as autoridades brasileiras deverão fornecer informações detalhadas sobre as condições médicas que Carla Zambelli terá caso seja extraditada. O objetivo é verificar se ela poderá receber acompanhamento contínuo na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Colmeia”, ou ser transferida para uma unidade de saúde, se necessário.

“É necessário que sejam solicitadas à autoridade governamental brasileira informações precisas sobre as condições específicas de saúde da acusada, no tocante à possibilidade de que ela possa usufruir na prisão tanto de um monitoramento constante quanto dos cuidados médicos de que necessita”, disse a ministra Maria Silvia Giorgi, relatora do caso na Corte, segundo despacho obtido pelo site Metrópoles.

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