O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça citou precedentes do ministro Alexandre de Moraes na decisão que, com críticas à atuação do próprio ministro, determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Mendonça considerou ilegal o monitoramento feito pela inteligência da PF e criticou relatórios que buscavam inferir motivações pessoais e políticas de suas decisões e da atuação de outras autoridades.

Um dos precedentes citados é a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) nº 722, que considerou inconstitucional a vigilância de servidores pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para identificar quem seria integrante do  “movimento antifascismo”. O próprio André Mendonça comandava o Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pelo dossiê, quando o STF proibiu sua produção e compartilhamento.

O caso foi relatado pela ministra Cármen Lúcia, mas Mendonça não citou apenas o precedente. Reproduziu ainda uma notícia publicada pelo próprio STF sobre o julgamento, incluindo uma declaração de Moraes: