O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça flexibilizou medidas cautelares contra ao menos quatro investigados na operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos em prejuízo de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A sequência de decisões ocorreu nesta terça-feira (8).

Informações de bastidores coletadas pela Folha de São Paulo dão conta de que o presidente do Supremo, Edson Fachin, estaria cogitando redistribuir os processos da operação Compliance Zero (caso Master) e Sem Desconto (fraudes no INSS). Um dos cenários seria a atribuição a si próprio, com o intuito de arrefecer o embate entre Mendonça e Alexandre de Moraes.

O conflito começou no caso Master, no dia 1º de setembro, depois que Mendonça derrubou o sigilo de um relatório que mostrava mensagens de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao contato “Alexandre de Moraes”. Foi na resposta de Moraes, de quinta-feira (3), que a condução da operação Sem Desconto passou a ser citada para alegar que Mendonça dá tratamento diferente a investigados a depender do espectro político. O relator chama a conclusão de “estapafúrdia”.

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