Há ministros que atravessam décadas no Supremo colecionando decisões, votos e precedentes. Gilmar Mendes, além disso, parece ter desenvolvido uma coleção paralela: a de embates, reprimendas e frases que dificilmente seriam encontradas em um manual de etiqueta da magistratura. 

Na sessão extraordinária do STF dessa terça-feira (15), marcada para analisar a suposta troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, André Mendonça acrescentou mais uma peça à coleção de desaforos ouvidos por Gilmar Mendes. 

Depois de ouvir do decano da Corte que sua atuação tinha “inequívoco viés político-eleitoral”, Mendonça reagiu dizendo que Mendes não estava falando “com qualquer um” e completou, em tom ríspido: “não aponte o dedo para mim”.

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