
A petição “Judias e Judeus com Lula e Alckmin — 2026” foi retirada do ar do site Petição Pública, no qual estava hospedada. O motivo seria a inclusão de nomes indevidamente, segundo denunciou uma usuária à Gazeta do Povo.
O coletivo “Judias e Judeus pela Democracia”, que já havia declarado voto em Lula em 2022, voltou a se manifestar no fim de agosto a favor da reeleição do presidente petista nas eleições de outubro. O gesto foi interpretado como uma reação à indicação de Claudio Lottenberg, do hospital Albert Einstein, para um hipotético futuro ministério em um governo de Flávio Bolsonaro.
A iniciativa procurou desvincular a entidade e reunia, em abaixo-assinado, mais de 1567 nomes até sair do ar, conforme consta no próprio site em que está hospedada. “Diante, mais uma vez, da ameaça à frágil democracia que construímos no Brasil, nós, judias e judeus, nos manifestamos publicamente em apoio à chapa Lula e Alckmin nas eleições de 2026”, diz o texto.
Uma usuária enviou um e-mail à reportagem da Gazeta do Povo para informar que seu nome havia sido incluído sem o seu conhecimento. Ela anexou também uma comunicação do site Petição.org que informa que ela não era um caso isolado, mas que outras pessoas também tinham sido incluídas sem a devida autorização. São os próprios usuários que devem cadastrar seus nomes para manifestar apoio à causa.
Autor foi procurado e não respondeu
A reportagem procurou o autor da petição para averiguar e, até o momento em que fechou esta apuração, ainda não havia resposta. Se houver resposta a reportagem será atualizada. Além dele, a reportagem também procurou uma psicóloga conhecida por sua vinculação com o grupo, mas ela não quis comentar.
“Segundo a própria plataforma, após receber uma queixa de uso indevido de nome, eles verificaram que vários nomes apareciam no texto da petição como apoiadores, e não como assinantes que efetivamente haviam feito seu registro”, escreveu a usuária à Gazeta. Optamos por não expor seu nome.
“Por isso, removeram todos os nomes. A plataforma também informa ter recebido outras queixas e afirma que o autor estava ciente de que parte dos nomes havia sido incluída sem autorização”, completou a usuária.
Não há informação de quantos nomes de apoiadores teriam sido incluídos sem a devida autorização.

















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