A Missão de Investigação da ONU para o Irã afirmou que existem “motivos razoáveis” para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em dois ataques que realizaram no início da guerra. No relatório, o regime persa também foi acusado de possíveis crimes, neste caso de lesa-humanidade, por sua violenta repressão aos protestos anteriores ao conflito.

Segundo informações da agência EFE, em um documento que será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e que foi publicado nesta quinta-feira (17), a missão de três especialistas enxergou supostos crimes de guerra por parte dos Estados Unidos nos bombardeios que, em 28 de fevereiro, primeiro dia do conflito, foram lançados contra uma escola em Minab e uma área residencial em Lamerd, ambas no sul do Irã.

No ataque a Minab, que causou a morte de mais de 150 pessoas, entre elas cerca de 120 menores de idade, os Estados Unidos “cometeram o crime de guerra de lançar um ataque indiscriminado resultando em morte e ferimentos a civis ou danos a bens de caráter civil”, acusou o primeiro relatório da missão, criada após o início da guerra.

As forças americanas agiram “deliberadamente” e “cientes de que existia um risco considerável de atingir um alvo de caráter civil, agindo com imprudência temerária”, acrescentou a missão.