O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18), em resposta a uma ação apresentada hoje pela Advocacia-Geral da União (AGU), que o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que reajusta o Bolsa Família não viola as regras eleitorais. O benefício terá aumento de 15,04%, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691.

O reajuste começa a valer em outubro, com pagamentos a partir do dia 19, entre o primeiro e o segundo turno das eleições.

A ação analisada por Gilmar Mendes é diferente do processo que está sob relatoria do ministro André Mendonça, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo de Mendonça trata de um pedido para suspender o reajuste do Bolsa Família, enquanto a ação analisada por Gilmar envolve o pedido do governo para que o Supremo reconheça a constitucionalidade do decreto que atualizou os valores do benefício.

Segundo o Ministério do Planejamento, a medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026. Em 2027, o custo adicional chegará a quase R$ 23 bilhões.