A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta sexta-feira (18) que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheça a legalidade do decreto que aumentou o valor do Bolsa Família a 17 dias do primeiro turno das eleições. A manifestação foi protocolada em uma ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU), relatada pelo ministro Gilmar Mendes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o reajuste de 15,04% no programa nesta quinta (17). Com isso, o piso subirá de R$ 600 para R$ 691. Já o valor médio, que considera a soma dos demais benefícios incluídos no programa, aumentará de R$ 675 para R$ 777.

Na petição enviada a Gilmar, o advogado-geral da União, Jorge Messias, pede que a Corte declare que o decreto não viola a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A manifestação enfatiza que o decreto de Lula não cria benefícios inéditos, não altera critérios de elegibilidade nem amplia o público atendido.

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