As cooperativas Coagro e Coopavel fecharam uma parceria estratégica no Paraná para compartilhar estruturas industriais e otimizar a produção de fertilizantes e bioinsumos. A iniciativa, fundamentada no princípio da intercooperação, visa fortalecer o agronegócio regional ao evitar a duplicação de investimentos, permitindo que os produtores acessem tecnologias modernas com custos reduzidos.

O que é a intercooperação e como ela beneficia o produtor rural?

A intercooperação é o sexto princípio do cooperativismo e funciona de forma parecida com as parcerias entre grandes empresas, as chamadas joint ventures. Na prática, significa que uma cooperativa pode usar a fábrica ou a estrutura de outra para expandir seus negócios sem precisar construir tudo do zero. Para o produtor, o maior benefício é a economia. Quando as cooperativas somam forças e evitam gastos repetidos em construções caras, elas conseguem oferecer produtos de melhor qualidade e com preços mais baixos, garantindo que o cooperado tenha acesso ao que há de mais moderno no mercado.

Como funciona a nova parceria entre a Coagro e a Coopavel?

Nesta união, a Coopavel, sediada em Cascavel, passa a fornecer fertilizantes e bioinsumos para a Coagro, de Capanema. A estrutura industrial da Coopavel já está pronta e é eficiente, recebendo matéria-prima por ferrovia direto do Porto de Paranaguá, o que barateia o frete. Os cerca de 6,4 mil cooperados da Coagro agora compram esses produtos com a marca da sua própria cooperativa. Além dos fertilizantes, as duas entidades estudam trocas em outras áreas, como o fornecimento de trigo para moinhos e soja para a fabricação de óleos e rações, aproveitando todas as sinergias possíveis.

Qual é o impacto desse modelo de negócio para a economia paranaense?

O impacto é sentido em toda a cadeia produtiva, movimentando o comércio, a indústria e os serviços. O Paraná possui 82 cooperativas agropecuárias que reúnem quase 240 mil cooperados, e o fortalecimento desse sistema através da intercooperação consolida o estado como uma potência no agronegócio. Quando as cooperativas crescem juntas sem precisar repetir investimentos pesados, sobra mais capital para investir em inovação e na valorização dos produtos. Esse ciclo de agregação de valor beneficia não apenas quem está no campo, mas toda a economia regional através da geração de empregos e renda.