Os atos mais recentes da tropa de choque de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal deixam transparecer um desespero indisfarçável. O motivo é a perspectiva, a cada dia mais concreta, de uma vitória de Flávio Bolsonaro sobre Lula na corrida presidencial.

Em um cenário igualmente plausível, em que a direita conquiste a maioria no Senado e escolha o novo presidente da Casa, o impeachment de Moraes passa de hipótese a certeza em 2027.

Hoje, Lula atua como barreira de contenção no Senado contra a queda do ministro, que se mostrou um aliado fiel para castigar seus adversários políticos. Reeleito, o petista nomearia quatro novos ministros, e Moraes chegaria à presidência do STF, em setembro de 2027, com forte influência sobre o Palácio do Planalto e a garantia de novos aliados para blindá-lo.

Se eleito para a Presidência, Flávio mudaria esse quadro. Com a faixa presidencial, dificilmente se oporia ao impeachment de Moraes no Senado — uma reivindicação de seus eleitores para reparar a condenação de seu pai e dos apoiadores presos no 8 de janeiro de 2023.