O PT driblou o TSE e escolheu o Flávio Dino para julgar a suposta interferência americana nas eleições brasileiras. Em vez de levar a questão ao tribunal competente, a campanha de Lula endereçou diretamente uma ADPF ao ministro do STF, que já era relator de um processo sobre atos estrangeiros. A justificativa foi técnica, mas o efeito prático é óbvio: o caso caiu nas mãos de quem o PT considera aliado.

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A petição pede inquérito da Polícia Federal para apurar aportes da Rockbridge Network, organização ligada ao vice-presidente J.D. Vance, além de publicidade paga no exterior em perfis do X favoráveis a Flávio Bolsonaro. No TSE, a mesma campanha protocolou uma AIJE pedindo a cassação da chapa e a inelegibilidade de Flávio e Eduardo Bolsonaro por abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação.

A Ana Paula Henkel resumiu o que muita gente pensa: “A realidade arrebentou a porta do sistema. Diante das pesquisas recentes e da perspectiva de derrota, o desespero se instalou. Resta o recurso de sempre: mais um golpe. Inacreditável o que pretendem fazer com a campanha de Flávio Bolsonaro. Dino é Lula. Moraes é Lula”.