A reforma do Supremo Tribunal Federal (STF) pode avançar no Congresso Nacional sobre dois pontos centrais: o tempo de permanência dos ministros na Corte e os mecanismos de responsabilização por eventuais infrações. Em entrevista à Gazeta do Povo, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), um dos parlamentares que têm pressionado no Congresso por mudanças no funcionamento do Judiciário, defende mandatos fixos de 8 a 12 anos, novas regras para a escolha dos integrantes do Supremo e a possibilidade de processos administrativos disciplinares.

A pressão pela reforma do Judiciário ganhou força após audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH), que foi realizada neste mês a pedido do parlamentar. Na ocasião, a presidente do colegiado, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), apresentou uma indicação para que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) crie um grupo de trabalho para reunir PECs e projetos de lei sobre a reforma do Judiciário e consolidar uma proposta em até 60 dias.

Vieira também levou ao STF a disputa pela instalação de uma CPI para investigar possíveis relações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em 22 de setembro, o ministro Cristiano Zanin indeferiu, por ora, o pedido de liminar apresentado pelo senador para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a dar andamento à comissão. A decisão não encerra o processo. Nesta segunda-feira (28), o senador pediu que Zanin reconsidere a decisão sobre a CPI.

Segundo o senador, o requerimento de criação da CPI conta com 40 assinaturas, mas a comissão ainda não foi instalada pelo Senado.