
Os candidatos ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Mateus Simões (PSD) bateram boca sobre o tema da segurança pública no primeiro bloco do debate promovido pela TV Globo nesta terça-feira (29).
Simões, que busca a reeleição, questionou Cleitinho sobre a destinação de emendas parlamentares para a área. O senador afirmou que enviou os recursos para Minas Gerais e afirmou que o governador não fez o suficiente pela segurança.
“Todas as emendas que eu tenho mandei para Minas. Você, como executivo, não fez nada sobre segurança”, afirmou Cleitinho.
O senador também apresentou uma proposta de educação nas escolas para ensinar crianças, desde cedo, a respeitar as mulheres. Ele afirmou ainda que os servidores da segurança pública não votariam em Simões.
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Simões cita ações contra violência
Ao responder, Simões afirmou que abriu 70 delegacias da mulher durante sua gestão e no período em que foi vice-governador de Romeu Zema (Novo).
Segundo o governador, o estado também implantou Patrulhas Maria da Penha em 120 municípios.
Simões citou ainda projetos para inserir mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho e a instalação de câmeras em rodovias como medidas para ampliar a segurança.
Cleitinho voltou a criticar a relação do governador com os servidores públicos. “Você fica enciumado, mas acalma seu coração. Você está muito agressivo. Perder faz parte”, disse.
O senador também afirmou que policiais fazem campanha contra Simões e disse que o governador copiou sua proposta de instalar câmeras para reforçar a segurança nas rodovias.
Candidatos discutem valorização de servidores
Durante o debate, Cleitinho questionou Gabriel Azevedo (MDB) sobre a valorização dos servidores públicos.
O candidato afirmou que pretende criar uma mesa permanente de negociação e conceder reajustes acima da inflação.
Cleitinho disse que pretende recompor as perdas inflacionárias dos servidores.
“A gente vai dar reajuste para todas as categorias, para segurança pública, para educação, para saúde”, afirmou.
Kalil e Gabriel discutem combate às facções
Gabriel Azevedo também questionou Alexandre Kalil (PDT) sobre propostas para aumentar a segurança nos presídios e combater facções criminosas.
Kalil afirmou que pretende fortalecer a Polícia Civil. Segundo ele, a corporação tem um déficit de 7,6 mil policiais e está entre as que recebem os menores salários do país.
“Cuidar de presídio é a última coisa que vamos fazer. O que temos que fazer é recompor a polícia”, afirmou.
Gabriel disse que Minas Gerais tem quase 200 presídios, mas apenas cinco contam com bloqueadores de sinal de celular. Ele afirmou que pretende instalar o equipamento em todas as unidades.
O candidato também propôs a criação de um centro integrado de inteligência criminal, a transformação das guardas municipais em polícias municipais e a recomposição do efetivo policial.

















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