A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou nesta terça-feira (13) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em parecer enviado à Corte, o órgão afirmou que faltam evidências concretas de participação dos dirigentes em eventuais irregularidades que justifiquem a medida.

Mendonça determinou o afastamento preventivo dos dois integrantes da cúpula da PF no começo do mês passado no âmbito de uma investigação sobre relatórios de inteligência que teriam monitorado autoridades públicas, incluindo integrantes do Judiciário. O ministro apontou suspeitas de que os documentos extrapolaram os limites da atividade policial e determinou a abertura de procedimentos para apurar a produção do material.

“A qualificação negativa do comportamento das autoridades policiais, para acarretar a drástica medida de afastamento, precisaria estar acompanhada de evidências da participação imprópria em atos ilícitos, o que, com a vênia devida, não se logrou estampar na decisão impugnada”, disse a PGR na manifestação.

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