O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta quinta-feira (15) a redução da maioridade penal para 16 anos, mas apenas para crimes graves. A declaração ocorreu durante uma entrevista em Salvador.

“Eu defendo 16 anos para crimes graves: latrocínio, homicídio, crimes contra a vida, crimes graves. É possível reduzir. Agora, o que não pode é querer reduzir pena para gente poderosa”, afirmou. Em seguida, ele chegou a citar anistia e perdão para recusar benefícios aos “poderosos”.

O vice-presidente foi contra a redução pelo menos desde 2003. Alckmin dizia ser contrário à ideia e defendia, como alternativa, ampliar de três para oito anos a internação máxima em casos de crimes hediondos. Em julho de 2015, porém, passou a considerar “necessária e importante” a redução para 16 anos em determinados crimes graves.

A fala ocorre no momento em que o Senado vota a PEC da segurança pública. A oposição tenta passar a redução geral para 16 anos, com um patamar ainda menor para crimes hediondos: 14 anos. A emenda, encabeçada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), conta com a assinatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de 35 outros parlamentares.