Um líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia afirmou, em vídeo, que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estaria exigindo comprovantes de votação de famílias assentadas. Mas a exigência não existe e a conduta pode ser investigada por infringir o Código Eleitoral. O líder foi identificado como Abraão Brito.

O objetivo da notícia falsa seria criar uma ameaça para que assentados não deixem de votar nas eleições em um momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta convencer seus possíveis eleitores que não votaram no primeiro turno a comparecer à urna no dia 25. Esse tipo de coação é uma prática proibida pela lei eleitoral.

A Superintendência do Incra na Bahia apontou uso indevido do nome da autarquia e negou que qualquer orientação ou normativa tenha sido emitida por seus gestores.

A sede do Incra reforçou o uso indevido e destacou que para fazer parte do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e ser beneficiado como assentado, o interessado e sua família devem participar de seleção promovida exclusivamente pelo Instituto. “A inscrição é sempre gratuita e feita pelo Incra. Ninguém está autorizado a realizar ou pedir qualquer tipo de contribuição ou cobrança financeira para realizar o cadastro”, finaliza a nota encaminhada à Gazeta do Povo.